Friday, November 23, 2012

802.11ac


 O padrão 802.11n ainda é considerado draft para a certificação CCNA Wireless e o mercado já se movimenta com a chegada do novo padrão 802.11ac.
 E não tem como, para quem é apaixonado por uma tecnologia, não tem como não correr atrás das novidades que acompanham uma nova tecnologia.
Talvez a velocidade seja o que mais chame a atenção dos consumidores mas para min existem outras coisas que me interessam ainda mais. Como eu disse no meu primeiro post sobre rede wireless, em maio desse ano, nós caminhamos para um tipo comun de rede Wireless. E isso se tornou evidente com 802.11ac : Data offloading.
 Sem ir muito a fundo em explicações técnicas, eu vou expor minha opinião. Acredito que a integração entre as redes Wireless, e eu chamo de "as redes Wireless" as redes Wans como TDMA,CDMA,GSM,3G,4G ,LTE ou redes MAN como Wimax e, obviamente, 802.11, irá se dar de uma forma que já existe nos dias de hoje em  redes LWAPP. Como se sabe, em redes Wireless corporativas onde é empregado o protocolo LWAPP, podemos ter dois tipos de integração entre os APs e a Controller.
 Quando a controller e os APs estão em um mesmo site, configura-se os APs em modo Local e quando temos sites remotos usamos H-REAP. :

 A figura abaixo mostra como isso é configurado:



  Na verdade podemos ter outras formas mas, as demais formas ,estão relacionadas a troubleshooting e não a transporte de dados.

  No modo Local, é fechado um túnel LWAPP entre AP e Controller e todo o tráfego gerado pelos Clients é enviado para a Controller e dessa para o Distribution System.
  Quando temos uma topologia com Sites remotos, usamos o modo H-REAP. O túnel LWAPP é fechado da mesma forma,porém, apenas o tráfego de gerência é enviado para a controller. Tráfego de usuários são enviados pelo AP para o link local. A razão para isso é bem óbvia. Se o site remoto  está conectado ao site central por um link dedicado, MPLS ou VPN não interessa. O que interessa é que não há motivo para sobrecarregar o link. Enviando apenas o trafego de gerenciamento, teremos uma considerável economia de banda.
 Mas afinal, o que isso tem haver como 802.11ac ? Ora, continuando com minha opnião, o modo H-REAP parece ser uma alternativa natural para uma rede Wireless totalmente integrada.
 Imagine que você está indo para o trabalho e seu celular está conectado à rede de sua operadora celular. Ao chegar em seu trabalho, considerando um prédio por exemplo, é muito comun não haver um sinal de qualidade dentro de um edifício. Porém, podemos ter uma rede Wireless internamente. Seu Celular pode se integrar a rede Wireless, fechar um túnel com sua operadora, saindo pela internet do seu prédio,cabeada ou não, e sua comunicação continua de forma transparente.
 Essa é apenas um cenário e concordaria se alguém me dissesse que existem outras idéias bem melhores.
O que eu quero dizer, no entanto, é que a integração das tecnologias de forma a permitir o roam de uma rede Celular Outdoor  para uma rede Wireless Indoor, pode ser transparente usando um conceito como o já usado pelo H-REAP.
  Lendo sobre a tecnologia 802.11ac, percebemos que isso está sendo desenvolvido. Ainda que sem um padrão ainda não claramente definido, mesmo tendo todas as barreiras das soluções proprietárias, vemos que isso está em trânsito.
 Talvez o resultado final surpreenda e seja totalmente diferente. Mas uma coisa parece clara, a comunicação  móvel caminha para ser de fato everywhere!
  Como ainda estou me preparando para o CCNA, tecnologias como 802.11a,b,g,n devem ser estudas, mas, como disse acima, é impossível não se deixar levar pelas enormes possibilidades que estão surgindo. É uma pena que as certificações não conseguem  acompanhar essa evolução.
 Ah, sobre velocidade ? 802.11ac promete máximo de  6,9 Gbits/s !!

 Até a próxima !



Friday, November 9, 2012

Considerações sobre Segurança e Desempenho em redes Wireless



 Suportar uma rede Wireless com picos de 6500 usuários nos faz ficar atentos a prováveis fontes de reclamações e uma das mais prováveis é a incompatibilidade entre windows 8 e CWUN (Cisco Wireless Unified Network).
 Uma breve explicação do problema: Como sempre ocorre ao longo do tempo, a Cisco desenvolve os protocolos que posteriormente são homologados pelo IEEE. Porém, nem sempre a versão homologada é compatível com a versão original. O próprio protocolo LWAPP já possui sua versão CAPWAP, versão, inclusive, sendo usado pela Cisco.
 No caso de um protocolo chamado MFP ou Managment Frame Protection,  não foi diferente. Como os quadros de gerenciamento da rede Wireless eram transmitidos em clear test, a Cisco desenvolveu esse protocolo para propiciar segurança na troca de pacotes dessa natureza. Dessa forma, os APs, WLC e Clients conseguem validar a autenticidade dos quadros de gerenciamentos, impedindo a técnica de Spoofing na rede.
  Ocorre que a versão homologada pelo IEEE sob o código 802.11w não é compatível com a versão de MFP que roda em Wireless Controller anteriores a 7 e superiores a 4.2 e o Windows 8 vem com a versão já homologada 802.11w ,bug ( CSCua29504. )
  Medidas de contorno são:
-Update das controllers para versoes recomendadas:
> Fixed-In
> 7.0(236.0)
> 7.3(1.67)
> 7.2(110.4)
> 7.0(235.1)
> 7.2(111.1)
> 7.4(1.20)

-Realizar downgrade do driver no Windows 8 para um versão anterior

-User WPA/TKIP.

Felizmente ainda possuo essa ultima opção, que em uma situação de crise, seria a solução mais rápida. Imagine um grupo de executivos visitando  sua empresa e  todos usando Windows 8. Fazer upgrade da rede seria impossível, fazer downgrade dos drivers,dependendo de quantos notebooks, seria bem complicado. Dessa forma, a opção de poder conectar usando TKIP seria a menos dolorosa.
 Claro que o ideal mesmo é programar um upgrade da rede,porém, sabemos que isso nem sempre depende apenas da pro-atividade do administrador.

 Uma outra questão que tem sido levantada nos ambiente Wireless por usuários mais espertinhos é:
 -Porque não estamos usando aquela versão N que atinge taxas de 600 Mbps ?
Hum, como explicar uma questão assim ? Não dá para dizer que é mentira,porém, explicar meias verdades  exige você começar com a bendita frase : "Veja bem...".
 O que é publicado a respeito de tecnologia, é feito de forma a impressionar as pessoas, como toda forma de comercial.
 Dizer que 802.11n atinge taxas de 600 Mbps não é dizer uma mentira,porém, ter um ambiente de rede com esses requerimentos é muito diferente.
 Antes de mais nada, será preciso um upgrade de hardware, caso sua rede suporte atualmente os comuns 802.11a/b/g. Não é possível consseguir ter essa tecnologia apenas com upgrade de software, afinal, importantes alterações nos hardwares foram feitas para conseguir tais taxas de transmissão.
 Trocar centenas de Access Point não é algo que uma empresa esteja disposta a fazer apenas porque foi aunciado uma tecnologia nova no mercado. Ë preciso justificar um investimento desse porte. Mais do que justificar, é preciso deixar claro para quem paga a conta  de que 600 Mbps é uma velocidade pouco provavel de ser conseguida, mesmo nos melhores dos cenários. É bem mais prudente considerar uma taxa de 300 Mbps.
 Vale lembrar que o simples fato de se afastar do Access Point alguns metros irá provocar uma realocação do seu client no range de possíveis faixas de transmissão.

Outro requerimento bem interessante é que 802.11n foi atrelado ao uso de WPA2/AES, para que seja possível transmitir em taxas mais altas. O uso de WPA/TKIP compromete a velocidade da transmissão, colocando o 802.11n nas mesmas taxas das tecnologias anteriores.
 Isso é uma interessante forma de incentivar atualizações nas redes.

 O que podemos dizer então do novo protocolo 802.11ac ? Bem, isso ficará para uma outra oportunidade!





Wednesday, September 19, 2012

Adding Mobility With Roaming


 O título da postagem é  o título do capitulo 12 do livro " CCNA Wireless Official Exam Certification Guide". De tudo que já estudei de Wireless e da experiência do meu dia-a-dia, roaming é o que parece ser mais complexo em redes Wireless e a parte mais interessante na minha opinião.
  Certamente existem outros assuntos mais difíceis como transporte de Multimedia, mas roaming é, como disse em outra postagem, a razão de existir das redes Wireless. Por isso a ênfase.
 Primeiro expondo a teoria, roaming existe quando um client se move de um AP para outro AP. Para que isso seja possível, é preciso que sejam atendidas algumas exigências. Dentre elas podemos citar:
  -As controllers precisam estar em um mesmo Mobility Domain, rodar a mesma versao de software, ter a mesma configuração de LWAPP e ter o mesmo SSID.
 Controllers podem fazer parte de apenas um Mobility domain, porem, ainda temos uma outra entidade chamada Mobility group. Mobility Group é um grupo de controllers configuradas com o IP de gerenciamento e o MAC ADDRESS das outras controllers.
 Na aba CONTROLLER > Mobility Managment , é possível fazer os apontamentos. Caso a quantidade de Controllers a serem apontadas seja grande, é possível criar um txt e rodar de uma vez em cada Controller:




É possível até 24 Controllers em um único Mibility Group.

Atendido essas condições, teremos Roaming. Será??

Existem dois tipos de Roaming :  Layer 2 e 3. Apesar de ser cobrado o roaming Layer 2 no CCNA, o Layer 3 é usado na prática, afinal, hoje escalabilidade é palavra de ordem.
 Apenas como registro, no Roaming Layer 2, as Controllers vão estar em uma mesma Vlan de forma que ao transitar de uma Controller para outro, o cliente nâo irá precisa  trocar de IP.

Layer 3 Roaming é o que há. Nessa modalidade, temos uma complexidade maior,porém, uma escalabilidade muito maior também.
 Existem dois tipos de Roaming Layer 3 : Assimetrico e Simétrico.
 As imagens podem nos ajudar a entender como funcionam.




Na figura acima, O client se conectou no WiSM e  move-se para o outro WiSM da direita. Quando da conexão no primeiro WiSM, que nada mais é do que uma Controller modular espetada em um switch 6500, o client obteve um IP em uma dada Vlan. Suponhamos ainda que ele iniciou uma comunicação com um Servidor web. Quando o client move-se para o outro WiSM, ele estará em outra Vlan. Entretando o Servidor Web não foi comunicado dessa mudança do client  e continuará   enviando dados na mesma conexão de sempre.

 Esse seria o cenário problema e representa o roaming Assimetrico. Nesse cenário, os pacotes vindos do Servidor Web, continuarão chagando ao primeiro 6500, da esquerda, e será encaminhado para o segundo WiSM, da direita, por um túnel EoIP. Até aí tudo certo. A questão é que os pacotes enviados do cliente para o Servidor Web, irão direto para o destino, representado pela linha tracejada vermelha. Por isso o termo Assimétrico. A figura é excelente porque podemos ver a presença de um Firewall no meio dos dois fluxos e esse Firewall irá, certamente, dropar esses pacotes e enviar a mensagem de "Reverse Path ".
 Esse é um dos motivos pelos quais Roaming Assimétrico não é a melhor solução apesar de ser a opção Default da Cisco em Controllers. Para resolver o problema de reverse path  seria preciso fazer algum "Workaround" no Firewall.

Agora vamos analisar a outra forma de Roaming Layer 3: Simétrico.

Vamos ver outra figura:


 Fica bem claro a diferença. O fluxo é o mesmo independente de onde o Client se encontra. Isso evita problema de segurança.
  Dois termos são criados aqui: Anchor Controller e Foreign Controller . Sendo a primeira o local de onde o client saiu e a segunda para onde ele foi.
 
 Até aqui discutimos os conceitos que envolvem uma infraestrutra Wireless que permite o Roaming,porém, essa é a parte bonita da história.

Na prática do Roaming  as coisas complicam bastante ! Afinal, o client é o grande responsável por todo o processo.
 Existem várias tentativas, como sempre encabeçadas pela Cisco, para tentar arrumar as coisas enquando os orgãos responsáveis não chegam a um padrão de fato. Mas isso leva um tempo razoavel.
 Padrões como 802.11r deverão por luz nesse que hoje é um mundo bem obscuro, mas até que tudo esteja pronto, ainda teremos muitos tickets em nossas filas e muitos usuários insatisfeitos do outro lado da linha.
 Enquando isso a Cisco desenvolve alternativas como o CCX, Cisco Compatible Extension. Esse 'programa' visa criar um padrão informal entre os fabricantes de placas Wireless e a Cisco de forma a melhorar o Roaming.
  A Intel é uma das empresas que possui uma ótima integração com os produtos da Cisco e possui o selo :

Cisco Compatible




 Discussoes aprofundadas sobre a relação Client X Cisco Wireless vão muito alem do escopo do CCNA mas gostaria muito de abrir um novo post em breve para expor algumas coisas.
 Por hoje é só.

Tuesday, August 28, 2012

Decibel em poucas palavras


 Acredito que praticamente todos já tenham ouvido em algum momento da vida a palavra Decibel. Não precisa ser  da área técnica. Mas afinal, o que vem a ser isso ?
 Decibel, conceito criado pela AT&T, afinal, o bel vem de ninguem menos que Alexandre Graham Bell, é uma  unidade de comparação. Talvez a forma mais comun de ouvir falar nessa unidade é relacionado ao Som, mas Decibel pode ser relacionado a qualquer coisa.
 Eu levei bastante tempo até conseguir compreender a essência do que realmente está por trás dessa unidade de comparação.
 A necessidade de uma unidade de comparação é bem simples. Quando trabalhamos com medidas com valores muito baixo, podemos ter muitas casas após as vírgulas. Isso pode incorrer a erros além de dificultar a parte operacional dos cálculos. Quando os perquisadores da AT&T estavam trabalhando em perda de portência em sinais de linhas telefônicas, eles tiveram essa necessidade.
  A parte da matemática que melhor representa essa unidade é o logaritmo. Isso porque o som é uma grandeza logaritmíca.
 Como o Decibel é uma unidade de comparação, então, é óbvio dizer que iremos comparar duas coisas. Vejamos:
Temos um Access Point irradiando sinal Wireless a uma potência de 100 mW. Sendo mW a unidade de W dividida por 1000. Para quem nao sabe ou nao se recorda, Watts é a medida de Potência. 1 W é a potencia equivalente a  corrente de 1 A a uma tensão de 1 Volt.
 Eu sei que isso tá parecendo uma aula de física do colegial mas, rede wireless é física pura e simplesmente. Para compreender os detalhes da tecnologia, é preciso dar uma relembrada nessas teorias.
 Enfim, o Access point está lá irradiando sinal a 100 mW. O seu notebook está recebendo o sinal a uma potência de 10 mW e um segundo notebook  a uma potência de 1 mW. Isso é possível devivo a distância por exemplo, um fenômeno chamado atenuação pode provocar essa diferença.

  A fórmula de cálculo é a seguinte:

Decibel = 10 Log  (P2/P1) ==> O 10 antes do Log é porque estamos falando em "Dec - bel", ou seja, o Bel / 10.

Sendo P2 a potência emitida pelo Access point e P1 a potência recebida pelo notebook.

Resolvendo:

Decibel= 10 log (100/10)
Decibel = 10 log 10 
Decibel = 10 dB




Para o notebook 2, podemos fazer:

Decibel = 10 log ( 100/1)
 Decibel = 10 log (10²)
Decibel - 10 x 2 = 20 dB

logo, se quisermos compara o notebook 1 com notebook 2:

Decibel= 10 lob (10/1)
Decibel = 10 log10
Decibal = 10 dB



A idéia aqui é falar de Decibel , mas vale recordar que log de base 10 de um valor que pode ser uma esponencial como é o caso de 100 que é 10², nós podemos "cortar" log10 com o 10, ficando o próprio expoente. Dessa forma log10 x 10³ será 3.
 Caso isso não seja muito familiar, recorra aos velhos tempos de escola. É sempre bom!

Voltando a idéia inicial, nós pegamos a diferença das duas potências e transformamos em um valor relativo que é Decibel.
 Essa conta não seria complicada, afinal são valores fáceis, mas imagina agora que você  precise trabalhar com valores de 0,0001 mW ? Isso pode deixar as coisas bem complicadas.
 No caso acima, poderíamos transformar em uma potência negativa de 10 elevado a menos 4. Consequentemente, temos um valor correspondente negativo em Decibel:

milliwatts decibel change
.0001 –40
.001 –30
.01 –20
.1 –10
1 0
10 +10
100 +20
1,000 +30
10,000 +40
100,000 +50

Existem tabelas enormes disponíveis na Internet. Aqui, alguns valores que podem ser úteis para evitar realizar cálculos.

Uma informação é que da mesma forma que estamos falando em mW, também vamos ouvir falar em  dBm. dBm tem a mesma relação para mW que Decibel tem com W.

Dessa forma demos um brief sobre Decibel.

Quando alguém disser que o sinal da rede wireless está em -60 dBm RSSI, você já terá uma noção de onde está saindo isso.

Até a próxima!









Sunday, August 26, 2012

Roaming - A razão de existir das Redes Wireless


Mobilidade ou roam é o que se espera das redes wireless. Apesar de que muitos usuários em um ambiente corporativo mantem-se em sua baia ao longo do dia e pode estar usando a rede wireless, o verdadeiro sentido das redes wireless é a mobilidade.
  Podemos considerar que ainda pode ser discreta a utilização das redes wi-fi por dispositivos como celulares e tablets em ambientes corporativos para fins profissionais, afinal, até para notebooks ainda é,mas isso tende a mudar rapidamente.
  Porém, o que dizer quando alguém reclama que não consegue levar seu notebook de sua baia até a sala de reunião sem perder sua conexão com a rede, isso em um ambiente onde roam deveria estar funcionando. A suspeita sempre recai sobre a infra-estrutura wireless e o analista será cobrado cedo ou tarde. Porém, o que poucos sabem é que isso nem sempre é problema da infra-estrutura wireless. Da parte da infra-estrutura, é preciso garantir que haja sinal  de boa qualidade em todos os ambientes da empresa,onde precise ter acesso a rede wireless. Uma ótima condição seria algo em torno de -35 dBm RSSI e  42 dBm SNR. Essa seria uma condição excelente.
 Satisfeita essas condições, considerando que estamos falando de uma estrutura LWAPP, ou CAWAPP, que suas controllers  estejam devidamente configuradas, então temos que voltar nossa atenção para a segunda parte desse sistema: O dispositivo móvel.
 Se você é o responsável também pelos dispositivos móveis, então terá muito trabalho a fazer.
  O fato é que  as placas de redes wireless parecem serem feitas pensando em um único AP. Elas são cegas dentro da rede. Porém, alguns esforços estão sendo feitos no sentido de melhorar essa deficiência e isso é o que veremos nesse post.
  Antes é preciso dizer que um dos grandes desafios dos fabricantes de dispositivos móveis é a economia de energia. Ter baterias que durem mais pode ser um fator determinante na escolha de um dado produto pelo cliente e os fabricantes estão cientes disso. Isso é, na verdade, levado muito a sério.
 As decisões tomadas pelos adapitadores wireless interferem diretamente no consumo de energia do dispositivo.
 Um dos primeiros algoritimos desenvolvidos e ainda usado é o SRA : Sticky roaming Algorithm. Pelo nome já é possível descobrir qual era a idéia do mesmo. Era manter-se em um mesmo AP até as últimas condições possíveis. Então, se você possui um notebook que claramente parece preferir um AP mesmo que esteja distante do mesmo e próximo de outros, provavelmente o algoritimo SRA está rodando nessa placa de rede.
 A idéia desse algoritimo é  aumentear a potencia o sinal e manter-se conectado ao mesmo AP como forma de economia de energia quando na verdade não.
 Enviando dados a uma distância maior, a possibilidade de retransmissão aumenta, ou seja, será preciso mais tempo de transmissão para conseguir se comunicar. O aumento da potência no envio do sinal também influenciará no consumo de energia. Ora, sendo assim, então qual a justificativa para a implementação desse algoritimo ? Para respondermos essa pergunta, temos que analisar qual seria a outra opção do dispositivo móvel: Mudar para outro AP.
 Isso pode parecer óbvio e simples mas acredite, não é. Muito pelo contrário. Como dito acima, os dispositivos móveis são cegos em relação a rede de forma que, para se associar a outro AP, ele terá que descobrir outro AP. Mas se ele está próximo de um outro AP não é fácil para ele descobrir ? Não. Considerando que os APs trabalham em frequências diferentes e que um dispositivo móvel não fica analisando o ambiente para economizar bateria, o processo de descoberta é bem mais complicado do que parece.
 Uma evolução do algoritimo SRA é o algoritimo ERA: Enterprise Roaming Algorithm. Percebam que aqui aparece a palavra enterprise.
 Esse algoritimo possibilita dois tipo de Scans que o dispositivo pode realizar para procurar um AP: Passivo ou Ativo.

 Quando o sinal do AP se tornar muito fraco e o dispositivo não tiver outra opção a não ser procurar outro AP um processo é iniciado. No método passivo, o AP irá para um outro canal,canal adjacente, e escutará  por um período de tempo na esperança de ouvir beacons vindo de algum AP candidato. Porém, isso também tem suas complicações. O tempo máximo que um AP consegue ficar em outro Canal, sem prejudicar a conexão original é de 100 TU ou 102,4 ms. Antes de ir para outro canal, porém, ele enviará um quadro para seu AP  informando sua ausência do canal de forma que o AP armazenará em buffer os pacotes destinados ao dispositivo em um periodo de tempo. Entretando, ele não poderá se ausentar mais do que esse periodo que é controlado por um tipo de quadro chamado DTIM - Delivery Traffic Indication  Message.
  Se cada  DTIM é enviado sincronizado com os quadros beacons e se o AP precisa estar em outro canal para ouvir os beacons de outro AP, imagina o malarismo que está sendo realizado pelo dispositivo para tentar se associar a outro AP. E o que é mais dramático, isso consome um enorme montante de energia..
 A situação é ainda mais conplicada se você considerar que o dispositivo poderá não encontrar, depois de várias tentativas, nenhum AP no outro canal . Imagine ainda que podemos estar falando de uma rede 802.11a onde temos 23 canais non-overlap.
  O outro método é o método  Ativo. Esse método é mais eficiente,porém, consome ainda mais energia. Nesse método o dispositivo passa para o canal adjacente e envia beacons ao invés de ficar esperando por eles no canal. Isso aumenta sobremaneira as chances do dispositivo de encontrar  um AP.Ainda assim, existem algumas considerações a serem feitas. A resposta ouvida pelo AP pode ser a de um AP que pode estar em condições não muito boa. Como ele irá saber se num outro canal não haverá um AP em condições muito melhor( -32 dBm RSSI, 42 dBm SNR) ? Ele não tem como saber a menos que novamente percorra todos os canais, ou seja, se  tiver com sorte, talvez encontre rapidamente um AP emitindo beacons nas condições acima.
 Se seu notebook se associa a um AP que aparentemente está em piores condições que um outro AP, por exemplo, se associa a um AP do piso inferior ou superior quando exitem APs no mesmo piso, provavelmente o algoritimo implementado em sua placa de rede está deixando a desejar. Muito provavelmente o dispositivo pulou para um outro canal,  enviou quadros beacons e assim que teve uma resposta, se associou ao AP sem levar em consideração as condições. Isso é muito mais comun do que parece.

 Analisamos então dois tipos de algoritimo ERA e os dois deixaram a desejar e ainda consomen bastante energia. Como resposta a esse problema, um terceiro algoritimo foi desenvolido: HARA.Hybrid Adaptative Roaming Alrorithm.
 Esse algoritimo executa os dois tipos de scanning, passivo e ativo.Além de implementar Packet Loss Ratio. Com essa técnica, se o dispositivo observar que a taxa de pacotes perdidos está aumentando, é hora de pensar em outro AP.
 No algoritimo HARA os dispositivos já realizam scanning da rede por iniciativa próprio e já ha casos, Intel por exemplo, em que ao observar outros APs na rede, o dispositivo reconhece que está em um ambiente corporativo e se comporta de uma forma. Se apenas um AP é encontrado então o ambiente é HOME e o comportamento é alterado. Por exemplo, o Scanning da rede, que consome muita energia, é desativado, ora, para que escanear uma rede de um AP apenas ?
  Essa inteligência maior faz com que o dispositivo não seja mais cego no ambiente. Ele passa a ter consciência de onde está e consegue tomar decisoes mais acertadas. Certamente que o aumento no consumo de energia é inevitável, mas o benefícios também são enormes.
  Outros eforços, principalmente da Cisco, tem sido feito para tornar a integração entre a infra-estrutura de rede e os dispositivos móveis ainda mais inteligente e produtivo. Mas isso vai ficar para um próximo post. Por hoje é só.




Friday, August 24, 2012

LWAPP - Wireless Unificado

Wireless se apresenta de duas formas : De forma independente ou Standalone e de forma integrada ou LWAPP : Light weight Access Point Protocol.
 É muito mais comun na forma independente tendo no máximo uma conexão em WDS entre os roteadores Wireless. Nas implementações de Wireless que pude fazer no passado, no máximo fazíamos WDS.

  Em grandes empresas temos  redes wireless no formato LWAPP e aí sim as coisas ficam interessantes. Nesse artigo gostaria de falar um pouco dessa forma de comunicação e apresentar alguns conceitos relacionados a essa modalidade de Wireless que, inclusive, é cobrado na certificação Cisco. Como não poderia ser diferente, a Cisco desenvolveu esse  protocolo que posteriormente foi homologado pelo IEEE sob o nome de CAPWAP :  Control and Provisioning of wireless Access Point.

  Na arquitetura LAWPP teremos 5 componentes a saber:


-The Clientes  - Not necessary Cisco Clients
-The AP -  1130AG, 1240AG,1250AG,1300 Series Bridge,,1400 Series Bridge, 1500 Series Bridge Outdoor (For CCNA)
-The Network Unification : 44xx Series WLC, 3750G WLC, Cisco WiSM, 2106 WLC, Cisco WLCM
-The Network Managment  :  Cisco WCS, WCS Navigator, Location Appliance
-Network Service – Supporting devices (ASA,Router, Switches)



Explicando as partes:


Os clients são os software que fazem a interface entre os Sistemas operacionais e as Redes Wireless. No Windows temos por padrão o WZC, ou Wireless  Zero Configuration ou WLAN Autoconfig. Todas as versoes mais novas do Windows já vem munidos desse aplicativo.
  Nos demais Sistemas operacionais vamos encontrar também algum client do tipo.
Algumas placas Wireless podem vir com um client próprio, a Intel por exemplo. E a Cisco possui seu próprio Client e outros softwares relacionados a Wireless para clients.

A segunda parte da estrutura são os APs. Como podemos ver acima, a Cisco disponibiliza uma série deles sendo que alguns estão em "End of Life" e outros continuam. Das versoes cobradas no CCNA, a 1250AG é compatível com 802.11n, que para o CCNA ainda é  Draft.
  No mercado já temos o Cisco 1140 compatível com 802.11n. Nas próximas atualizações da Certificação já deveremos ter essa tecnologia como padrão de fato e esse modelo de AP entre os relacionados.



A Terceira parte da estrutura são as Wireless Lan Controller, ou, WLC. Não vou aprofundar aqui porque existe muito a ser dito e podemos fazer um post a parte. O que precisa ser dito,por hora, é que as WLCs são as estrelas de uma rede Wireless LWAPP. Elas fazem a interfaces entre os APs, falando o protocolo LWAPP e a rede cabeada, falando Ethernet. As WLCs tem o controle de todos os APs, fornecem o Firmware para os novos APs, faz atualizações para versões mais novas, em fim, é o cérebro dessa estrutura.

A quarta parte é a parte de gerência da rede. Eu não conheço alguns desses componentes ainda mas já possuo alguma intimidade com o WCS e posso afirmar que ele é incrível. É uma plataforma de gerenciamento completa que controla toda a rede de forma visual e muito bem feita pela Cisco.

A imagem abaixo dá uma noção do potencial dessa plataforma. É possível inclusive dimencionar a quantidade de APs necessárias para uma determinada área usando o WCS.








Na figura, a parte em azul representa o sinal emitido pelo AP.


A última parte fica por conta do restante da rede. A rede Wireless existe como uma parte de acesso à rede cabeada, ela quase nunca existe de forma independente. Existe sempre uma interação com a rede cabeada e todos os devices que estão nela.

 A grande vantagem dessa estrutura centralizada é a facilidade de gerenciamento e escalabilidade. A adição de um novo AP na rede é feita de forma fácil e transparente. A Cisco refere aos seus APs em LWAPP como "One touch" APs. Isso significa que a única configuração que precisa ser feito no AP é apontá-lo para uma Wireless Controller. Quando se tem mais de uma controller na rede, é boa prática escolher uma delas para a função de fazer a primeira conexão com o novo AP. Uma vez apontado uma controller no novo AP, ele se associará a ela usando seu mac address como hostname. Após essa etapa, basta configurá-lo a partir da controller em questão e apontá-lo para qualquer outra controller na rede.


  Em ambientes resundantes podem ser escolhidas até 3 controllers para um AP, sendo que uma delas será a Controller primária. No caso de falha dessa controller, o AP se associará a outra, evitando "down time" na rede.

   Outra  feature muito interessante em LWAPP é mobilidade. É possível ter mobilidade  entre "Mobility group" dentro de um "Mobility domain". A mobilidade ou roam, pode acontecer em camada dois e em camada 3.
Entretando, também vou deixar esse assunto para ser aprofundado em um post exclusivo.

Dessa forma, vou encerrando esse overview sobre essa modalidade de Wireless. Infelizmente ainda não é tão facilmente vista nas empresas, mas acredito e espero que isso mude rapidamente.

Nos próximos post, vou escolher algum assunto mais específico,como roam, para falar mais a fundo.